Amber Glenn, 26 anos, supera desafios e busca medalhas na patinação artística

A patinadora artística Amber Glenn, de 26 anos, se prepara para tentar sua classificação nos Jogos Olímpicos de Inverno, que acontecerão em Milão, na Itália, em fevereiro. Glenn, que começou a patinar aos cinco anos, conquistou o título de campeã feminina júnior dos Estados Unidos aos 14, mas sua trajetória não foi fácil. Ela enfrentou uma grave crise de saúde mental, que a levou a dar um passo atrás na carreira.

Após receber tratamento, Amber voltou a competir e tem acumulado medalhas de ouro nas últimas semanas. Recentemente, ela se recuperou de uma gripe e voltou ao intenso calendário de treinos e competições que é comum entre os atletas de alto nível. “Estou ansiosa por esta jornada. Tem sido um caminho longo e muito difícil”, comentou atualmente.

Ela é reconhecida como uma das poucas patinadoras femininas dos Estados Unidos com mais de 25 anos e, se conseguir a classificação, será a mais velha em 98 anos. Glenn é famosa por sua habilidade em realizar saltos triplos, um dos seus principais diferenciais no esporte.

Desde muito jovem, Amber mostrou determinação. Sua mãe, Cathlene, sempre a incentivou, levando-a a um rinque de patinação perto de casa. No início, Glen não se destacou, mas com o apoio da família foi estabelecendo metas. “Nunca fui a patinadora mais graciosa, mas sempre tive muita determinação”, afirmou.

Para sustentar a paixão da filha pela patinação, o pai de Amber, Richard, trabalhou em empregos extras enquanto a mãe conseguia aulas com descontos, ajudando a financiar sua trajetória no esporte. Em 2015, ela se tornou campeã júnior, mas logo enfrentou sua maior luta: uma severa crise de saúde mental.

Amigos e familiares perceberam sua luta e, após um período em uma instituição, ela foi diagnosticada com ansiedade, depressão e transtorno alimentar, além de TDAH. Amber descreve esse período como muito sombrio e difícil, mas encontrou apoio em pessoas próximas a ela, que a ajudaram a buscar a recuperação.

Uma parte importante da sua jornada foi se assumir publicamente, o que ela fez recentemente. Apesar de temer o julgamento das pessoas, a recepção positiva que recebeu a fez sentir como se um peso tivesse sido tirado de seus ombros. “Eu percebi que não posso controlar o que os outros pensam de mim; agora abraço quem eu sou”, disse.

Em 2022, Amber estava prestes a competir nos Jogos Olímpicos, mas um teste positivo para COVID-19 a afastou. No ano seguinte, sofreu duas concussões que afetaram ainda mais sua saúde. Para lidar com isso, contou com o suporte da família, da irmã mais nova Brooke e de seu treinador, Damon Allen, que a ajudou a superar momentos difíceis, incluindo ataques de ansiedade.

Nos tempos livres, Amber relaxa com seu cachorro Uki, brinca com cartas e gosta de assistir anime, sendo a série “Death Note” uma de suas inspirações para a maquiagem de competição.

Apesar dos altos e baixos, Amber Glenn continua firme em sua trajetória. “Minha história é de resiliência e de viver minha vida”, diz ela, mostrando que, mesmo com desafios, está determinada a seguir em frente.

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Juliana Borges

Nutricionista em Goiânia e no online, ex-atleta de fisiculturismo e bicampeã brasileira Wellness (2018/2019). Colunista de saúde no PlanoMedicoSaude.