A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um aviso sanitário sobre o uso indiscriminado de suplementos alimentares à base de açafrão, também conhecido como cúrcuma.
O consumo de cápsulas altamente concentradas desses produtos pode causar inflamações graves e lesões severas no fígado.
O alerta da agência se concentra nas formulações medicamentosas com altas concentrações de curcumina, o princípio ativo da planta. O pó utilizado como tempero no dia a dia é considerado seguro para consumo normal.
O problema surge quando a indústria emprega tecnologias para aumentar drasticamente a absorção da substância pelo organismo. Isso eleva os níveis do composto no corpo para muito além do que se obtém pela alimentação comum.
O reconhecimento precoce dos sinais de que algo não vai bem é importante para evitar o agravamento do quadro de saúde. Profissionais recomendam parar imediatamente o uso de qualquer extrato suspeito e procurar atendimento médico.
O aviso da Anvisa se baseia em avaliações feitas por autoridades de saúde internacionais. Agências reguladoras de outros países já identificaram casos suspeitos de danos graves ao fígado ligados a essas cápsulas.
A França, por exemplo, registrou dezenas de relatos recentes de efeitos adversos. A situação levou à proibição de algumas marcas no país e à exigência de novos avisos nas embalagens.
Um fígado sobrecarregado pela substância em excesso pode enviar sinais físicos claros. O paciente intoxicado pode desenvolver quadros de hepatite química, necessitando de acompanhamento médico emergencial.
A Anvisa monitora esses eventos adversos para proteger a população. Reações graves podem colocar a vida em risco e demandam intervenção clínica rápida.
O uso tradicional da cúrcuma na culinária continua sendo recomendado e traz benefícios nutricionais. Adicionar pequenas porções do pó no preparo de alimentos é seguro.
A diferença está na baixa taxa de absorção natural do tempero puro pelo trato digestivo, em comparação com os extratos concentrados. Uma alimentação equilibrada permite que o corpo processe os nutrientes com segurança.
As autoridades exigem que as bulas dos medicamentos com esses extratos concentrados sejam atualizadas. Os fabricantes devem incluir advertências visíveis sobre a possibilidade de efeitos colaterais severos.
A Anvisa também inicia um processo de reavaliação do uso contínuo dessas substâncias no mercado. A comunicação rápida de qualquer reação inesperada ajuda a fortalecer o sistema de vigilância.
