A Agência Nacional de Vigilância Sanitária realizou uma de suas maiores apreensões recentes em Santa Catarina. A ação fiscal encontrou mais de 1,3 milhão de produtos irregulares em uma farmácia de manipulação na cidade de Palhoça.

A inspeção na HKM Farmácia de Manipulação Ltda (Essentia Pharma) mostrou que o local funcionava em escala industrial. A lei diz que farmácias desse tipo só podem fazer medicamentos com uma receita médica individualizada, o que não estava acontecendo.

Os fiscais acharam um grande estoque de injetáveis aguardando compradores, o que caracteriza produção em série sem receita. Também foram encontradas falhas graves no processo de esterilização por envase asséptico. Isso aumenta o risco de contaminação por fungos e bactérias para quem usar os produtos.

A esterilização é uma etapa muito importante para medicamentos que vão direto na corrente sanguínea. Se o processo de vedação falha, microrganismos podem entrar na fórmula. Isso transforma um tratamento em um risco sério de infecção para o paciente.

O monitoramento da Vigilância Sanitária estadual apontou problemas no contato de materiais externos com as substâncias. Por isso, a linha de produção de produtos esterilizados foi lacrada de imediato. A medida visa evitar que itens contaminados cheguem ao mercado.

Durante a vistoria, também foram encontrados insumos de tirzepatida que não seguiam os protocolos de testes obrigatórios. A Nota Técnica 200/2025, da Anvisa, define regras rígidas para o controle de qualidade desse tipo de substância.

Além da interdição das linhas de produção, a empresa vai responder a um processo administrativo. Esse processo pode terminar em multas altas e até no cancelamento do registro. Todos os produtos irregulares apreendidos no local serão destruídos.

A Vigilância Sanitária de Santa Catarina vai continuar acompanhando o caso. O objetivo é rastrear possíveis lotes que já tenham saído da unidade. A fiscalização rigorosa de certos medicamentos reflete a preocupação com a segurança em tratamentos específicos.

Para o consumidor, a orientação é verificar se a farmácia de manipulação tem o Alvará Sanitário atualizado e visível. Medicamentos manipulados devem ter no rótulo o nome do paciente, do médico e a data de validade. A venda de fórmulas prontas em prateleira é proibida.

Se alguém comprou medicamentos injetáveis nessa farmácia recentemente, a recomendação é parar de usar e procurar um médico rápido. Sintomas como febre, vermelhidão no local da aplicação ou mal-estar repentino podem ser sinal de reação a um produto com problemas de esterilização.

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Cristina Leroy Silva

Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados.