A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão imediata de todos os lotes do fubá da marca Alemão em abril de 2026. A medida interrompe a fabricação, a venda e o consumo do produto após a identificação de irregularidades graves que comprometem a segurança alimentar.

A Anvisa agiu depois que a empresa Craft Alimentos Ltda, citada no rótulo, negou a fabricação do item. Esse cenário caracteriza um produto de origem desconhecida, o que impede qualquer controle sobre a higiene ou a qualidade dos grãos usados na moagem.

Sem um responsável técnico identificado, a agência não consegue garantir que o alimento respeite a RDC nº 275/2002. Essa norma estabelece as boas práticas para alimentos industrializados, evitando que resíduos químicos ou biológicos contaminem o fubá que chega às mesas das famílias em todo o país.

A falta de rastreabilidade significa que não há registros sobre a procedência da matéria-prima ou as condições de armazenamento. De acordo com o Governo Federal, produtos nessas condições podem ocultar fraudes que usam insumos impróprios para o consumo humano, colocando em risco o sistema digestivo.

Os principais riscos associados a produtos de origem duvidosa incluem a presença de contaminantes químicos e biológicos, além de possíveis fraudes que utilizam matérias-primas impróprias para consumo.

A Resolução RE nº 1.741 funciona como um escudo jurídico que obriga os supermercados a retirarem o produto de circulação na mesma hora. A Anvisa usa esse instrumento para punir fabricantes fantasmas e proteger os direitos previstos no Código de Defesa do Consumidor, que exige transparência total nos rótulos.

O comércio do fubá sem procedência é considerado um crime contra as relações de consumo no Brasil. A autarquia trabalha para que nenhum cidadão compre mercadorias que usam o nome de empresas idôneas, como a Craft Alimentos Ltda, para dar uma falsa aparência de legalidade a produtos clandestinos.

O que fazer se você comprou o fubá da marca Alemão

A recomendação oficial é não consumir o alimento sob nenhuma circunstância, mesmo que a aparência do pó pareça normal. O descarte deve ser feito com atenção ao número do lote, caso seja necessário realizar uma notificação formal à vigilância sanitária estadual ou municipal para fins de fiscalização local.

Para confirmar a segurança de outros itens em sua despensa, é recomendável verificar a lista de produtos recolhidos publicada no site da Anvisa, guardar a nota fiscal sempre que possível e dar preferência a marcas com histórico de regularidade.

Supermercados e pequenos varejistas que ignorarem a ordem da Anvisa podem sofrer interdições e multas pesadas. A responsabilidade pela segurança do que é exposto nas gôndolas é compartilhada, e o lojista deve garantir que o fubá vendido tenha origem comprovada e nota fiscal de fornecedores regulares.

Ficar atento às resoluções publicadas no Diário Oficial da União é a melhor forma de se manter seguro como consumidor. Priorize sempre marcas com histórico de confiança e não hesite em utilizar os canais da Anvisa para tirar dúvidas sobre a procedência de qualquer produto que faça parte da sua alimentação diária.

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Cristina Leroy Silva

Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados.