A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a comercialização de suplementos fabricados sem licença sanitária válida. A decisão foi tomada no dia 19 de março de 2026 e atinge a empresa Morais & Argolo Indústria de Alimentos e Produtos Naturais Ltda, localizada no estado da Paraíba.

A medida ocorreu após uma inspeção da Agência Estadual de Vigilância Sanitária da Paraíba (Agevisa-PB). A fiscalização constatou que a empresa não possuía licença sanitária válida para funcionamento. Além disso, a fabricação dos produtos acontecia em um local incerto e desconhecido.

Diante disso, a Anvisa determinou o recolhimento imediato de todos os suplementos fabricados pela empresa. Foi decretada também a suspensão da comercialização, distribuição, fabricação, importação, divulgação e consumo dos itens. A proibição foi publicada no Diário Oficial da União através da Resolução (RE) 1.036/2026 e vale para todo o território nacional.

O consumo desses produtos é considerado perigoso, pois, sem a devida fiscalização, não há garantia de que a composição descrita no rótulo corresponda ao conteúdo real. A falta de Boas Práticas de Fabricação (BPF) e a ocultação do local de produção impossibilitam a verificação das condições de higiene e segurança.

A Anvisa recomenda que consumidores que tenham adquirido produtos da marca interrompam o uso imediatamente. A orientação é entrar em contato com o local da compra para solicitar a devolução ou o descarte seguro. A suspensão das atividades da empresa permanecerá até que a regularização completa seja comprovada perante os órgãos competentes.

A agência reforça a importância da licença sanitária, documento que atesta o cumprimento das normas de higiene, armazenamento e manuseio. A Anvisa disponibiliza um sistema de consulta pública onde é possível verificar, a partir do CNPJ, se uma empresa possui autorização de funcionamento ativa.

A ação na Paraíba serve de alerta para o mercado nacional de suplementos. A vigilância sanitária tem intensificado a fiscalização sobre esse setor para impedir que empresas atuem à margem da lei e comercializem produtos que podem oferecer riscos à saúde da população.

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Cristina Leroy Silva

Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados.