Anvisa libera venda de medicamentos pela Shopee, mas impõe regras às farmácias

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) revogou a restrição que impedia a Shopee de anunciar e comercializar medicamentos em sua plataforma. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta quinta-feira (6), após mudanças na legislação brasileira que passaram a permitir a utilização de plataformas digitais por farmácias e drogarias devidamente licenciadas.

A medida, no entanto, não transforma a Shopee em uma farmácia. A plataforma poderá atuar como intermediadora de vendas, logística e entrega, desde que as operações sejam realizadas por estabelecimentos farmacêuticos autorizados e em conformidade com as normas sanitárias.

A empresa comemorou a decisão e afirmou que a comercialização de medicamentos ficará restrita a farmácias e drogarias regularmente autorizadas. A Shopee também informou que acompanha as atualizações da Anvisa e seguirá as exigências estabelecidas pela legislação.

A revogação elimina a proibição específica que atingia a Shopee, mas não suspende as regras sanitárias para a venda de medicamentos.

Com a mudança, farmácias e drogarias licenciadas podem utilizar plataformas de comércio eletrônico para intermediar vendas e realizar entregas aos consumidores. A responsabilidade pela comercialização continua sendo do estabelecimento farmacêutico, que deve cumprir todas as exigências previstas na legislação.

Os medicamentos comercializados também precisam estar regularizados junto à Anvisa e ser vendidos por estabelecimentos devidamente autorizados. Anúncios irregulares, produtos sem registro ou ofertas que apresentem promessas terapêuticas proibidas continuam sujeitos a fiscalização e punições.

Medicamentos controlados e outros produtos submetidos a regras específicas também continuam seguindo exigências próprias.

A autorização está relacionada à Lei nº 15.357, sancionada em 20 de março de 2026, que alterou dispositivos da Lei nº 5.991, de 1973, responsável por estabelecer regras para o controle sanitário do comércio de medicamentos e insumos farmacêuticos.

A nova legislação permite que farmácias e drogarias licenciadas contratem canais digitais e plataformas de comércio eletrônico para atividades relacionadas à comercialização, logística e entrega de produtos aos consumidores.

Apesar da autorização, a venda de medicamentos pela internet não elimina os cuidados necessários durante a compra.

O consumidor deve verificar qual farmácia ou drogaria é responsável pela venda, se o estabelecimento possui autorização sanitária e se o medicamento está regularizado.

Também é importante conferir a validade, a procedência e as condições do produto antes da compra. Medicamentos que exigem prescrição continuam dependendo de receita, conforme as regras aplicáveis a cada categoria.

Assim, a presença de um medicamento na Shopee ou em outra plataforma digital não significa que ele possa ser comprado livremente por qualquer consumidor. Para produtos sujeitos a controle especial, permanecem em vigor todas as exigências determinadas pela legislação sanitária.

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Cristina Leroy Silva

Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados.

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