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Medicina Geriátrica

Saúde do idoso

Anvisa proíbe fitoterápicos ilegais na internet por riscos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou a apreensão e a proibição de uma série de fitoterápicos de origem desconhecida comercializados ilegalmente

Por Cristina Leroy Silva2 min de leitura

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou a apreensão e a proibição de uma série de fitoterápicos de origem desconhecida comercializados ilegalmente pela internet. A medida visa retirar do mercado produtos sem registro que prometem tratamentos sem comprovação científica de segurança.

A lista de produtos irregulares abrange principalmente variações de suplementos à base da planta conhecida como Canela de Velho, muitas vezes combinada com Sucupira e Cloreto de Magnésio. Marcas como Natuviva, Natuvite, Denature, Status Verde, Fonte Verde, Fito Green, Sollo Nutrition, Essentialpure, Ns Produtos Naturais e Maria Brasil foram citadas por venderem suplementos sem a devida notificação no órgão regulador.

Os fitoterápicos de origem desconhecida representam um risco, pois não há garantia sobre a pureza das ervas ou a ausência de contaminantes. A fitoterapia é o tratamento de doenças por meio do uso de plantas medicinais, mas no Brasil exige regras rígidas de fabricação e cadastro.

A fiscalização também identificou a adulteração do medicamento Mounjaro, usado no tratamento de diabetes tipo 2, obesidade e sobrepeso. A empresa responsável pelo registro, Eli Lilly do Brasil Ltda, alertou que a embalagem tem um lote válido, mas foi feita para outros países. A caneta que vem dentro apresenta rótulo falsificado, com informações que não correspondem aos registros oficiais.

O uso de medicamentos injetáveis adulterados é perigoso, podendo causar infecções graves ou falha no tratamento. A Anvisa reforça que os pacientes devem verificar se o lote e a procedência do item correspondem ao registro autorizado no país.

A medida também atingiu os lotes P22179 e W26232 da toxina botulínica Dysport 500 U. A fabricante Beaufour Ipsen Farmacêutica Ltda confirmou que as unidades encontradas não pertencem a lotes genuínos e apresentam desconformidades físicas.

Todas as proibições foram publicadas na Resolução (RE) 1.494/2026, disponível para consulta no Diário Oficial da União.

O consumidor deve desconfiar de preços muito abaixo da média praticados em sites genéricos. Medicamentos controlados ou biológicos devem ser adquiridos apenas em farmácias e distribuidores licenciados.

Caso tenha em mãos algum dos lotes mencionados ou produtos das marcas suspensas, a recomendação é interromper o uso imediatamente. É importante entrar em contato com a Anvisa pelos canais oficiais para relatar a origem da compra.

A segurança do paciente depende da fiscalização e do consumo consciente. Ao evitar produtos sem registro, o consumidor protege sua saúde e contribui para o combate ao mercado ilegal de medicamentos.

Sobre quem escreveu

Cristina Leroy Silva

Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados.

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