A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou uma determinação em 27 de março de 2026 que proíbe atos relacionados a um equipamento e a produtos para tatuagem em todo o país.
A medida veda o comércio, a distribuição, a fabricação, a importação, a propaganda e o uso de uma máquina de tatuagem e de três tipos de tinta que não possuem registro sanitário.
A decisão tem como objetivo proteger a saúde de pessoas que fazem tatuagens em estúdios brasileiros.
Foi determinada a apreensão da máquina de tatuagem chamada Poseidon Vortex Tatto (ajustável com 2 baterias). O fabricante é a empresa Capitão James Serviços de Tatuagens.
Conforme a Anvisa, a empresa não tem autorização de funcionamento e o produto não possui registro na agência, o que torna sua produção e distribuição irregulares.
Além do equipamento, a proibição abrange três tintas da marca Dynamic. Elas são comercializadas pela empresa Santuário Supply Comércio de Material para Tatuagem Ltda., que também não tem autorização para funcionar.
Esses produtos específicos já estavam proibidos desde setembro de 2024 devido à falta de registro sanitário, mas continuaram sendo vendidos no mercado. As resoluções que formalizam a nova determinação estão publicadas no Diário Oficial da União.
A orientação para tatuadores que possuem esses itens é interromper o uso imediatamente. Os materiais devem ser separados e descartados de acordo com as normas da vigilância sanitária local.
Continuar usando produtos que foram oficialmente proibidos configura uma infração sanitária. Estabelecimentos que forem flagrados com esses materiais podem receber multas e até ter o espaço de trabalho interditado pelas autoridades.
A Anvisa ressalta que clientes têm o direito de verificar a procedência dos materiais que serão aplicados na pele. É recomendado exigir a leitura dos rótulos antes do início do procedimento.
As embalagens originais precisam mostrar o número de registro válido na Anvisa e informações claras sobre o fabricante responsável pelo produto.
Profissionais que seguem as regras de biossegurança costumam abrir as agulhas descartáveis e preparar as tintas na frente do cliente. Essa prática é vista como uma demonstração de ética e ajuda a evitar a transmissão de doenças.
Pigmentos que não passaram pelos testes regulatórios podem conter concentrações de metais pesados tóxicos em sua formulação. A aplicação dessas substâncias não regulamentadas pode levar a reações alérgicas, inflamações crônicas e infecções de tratamento complexo.
O registro sanitário e o controle de qualidade que ele exige funcionam como uma barreira importante para garantir a segurança do procedimento. O mercado de estética no Brasil requer o cumprimento das normas de proteção à saúde que estão em vigor.
