A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição total da comercialização e do uso do suplemento alimentar Rosabella Moringa Capsules no Brasil. A medida é preventiva e responde a um surto internacional de Salmonella resistente a antibióticos identificado nos Estados Unidos.

O principal motivo da interdição é a identificação de um surto de contaminação pela bactéria Salmonella em unidades fabricadas pela empresa Ambrosia Brands LLC. Além do risco biológico, produtos à base de Moringa oleifera já tinham a comercialização restrita no Brasil desde 2019 por falta de comprovação de segurança.

A Anvisa agiu após um alerta emitido pelo FDA, órgão regulador dos Estados Unidos. Embora a importação comercial formal não tenha sido registrada, o governo monitora vendas ilegais em plataformas de comércio eletrônico, como o Mercado Livre.

A lista de produtos sob proibição é extensa e abrange mais de 50 lotes com sequências numéricas específicas. Esses produtos podem ter entrado no país por meio de compras internacionais feitas por pessoas físicas. Consumidores que compraram o item devem verificar a numeração no rótulo antes de qualquer tentativa de consumo.

A cepa de Salmonella detectada neste caso preocupa por ser resistente a antibióticos de primeira linha. Isso significa que o tratamento convencional pode não ser eficaz, exigindo medicamentos mais potentes para controlar a infecção gastrointestinal.

Os sintomas da salmonelose geralmente aparecem entre 12 e 72 horas após a ingestão do produto contaminado. O paciente pode apresentar diarreia severa, febre alta e cólicas abdominais fortes, que podem durar até uma semana.

Pessoas com o sistema imunológico enfraquecido, como pacientes em tratamentos oncológicos ou transplantados, têm risco maior. Nestes indivíduos, a bactéria pode evoluir para infecções arteriais, endocardite e artrite, aumentando o risco de hospitalização.

Idosos e crianças menores de 5 anos também compõem o grupo de maior vulnerabilidade para formas graves da doença. A Anvisa reforça que este suplemento nunca teve segurança comprovada para consumo humano, especialmente devido a potenciais efeitos tóxicos para o fígado.

A recomendação oficial é interromper o uso imediatamente e descartar o material. Não se deve consumir o produto mesmo que ele não apresente sinais visíveis de alteração, pois a bactéria é invisível a olho nu.

Caso sejam encontrados anúncios desse suplemento em sites nacionais, é fundamental formalizar uma denúncia nos canais de atendimento da Anvisa. A venda de qualquer item alimentar contendo Moringa oleifera é considerada irregular e pode gerar multas para os estabelecimentos.

A vigilância sanitária nacional mantém o alerta para evitar que produtos sem registro ponham a saúde dos brasileiros em perigo. Um suplemento seguro deve ser fabricado apenas com ingredientes autorizados pela agência reguladora.

Share.
Cristina Leroy Silva

Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados.