A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) adotou medidas restritivas contra quatro produtos alimentícios devido a irregularidades. A decisão foi publicada nesta segunda-feira, após laudos laboratoriais apontarem problemas que podem afetar a saúde.
Os produtos envolvidos são a polpa de morango da marca De Marchi, o azeite extravirgem Vale dos Vinhedos, o champignon em conserva da marca Imperador e o molho de alho da marca Qualitá. Cada item apresentou uma irregularidade específica.
As ações determinadas pela Anvisa variam entre suspensão da comercialização, recolhimento de lotes e apreensão total de produtos. No caso do azeite extravirgem Vale dos Vinhedos, a decisão foi pela apreensão total dos produtos importados por uma distribuidora específica.
O azeite foi reprovado porque possui origem desconhecida. As análises físico-químicas e de rotulagem apresentaram resultados negativos, indicando que o produto não segue os padrões de identidade e qualidade exigidos.
A polpa de morango da marca De Marchi, do lote 09437-181, foi suspensa devido à presença de matérias estranhas. O laudo do Lacen/SC confirmou que o alimento não está apto para o consumo humano, exigindo recolhimento imediato.
O champignon Imperador e o molho de alho Qualitá foram reprovados por excesso de dióxido de enxofre (SO₂), um conservante. No molho de alho, a concentração detectada foi de 20,4 mg/kg, valor acima do permitido.
O dióxido de enxofre, em doses elevadas, pode causar reações alérgicas, dificuldades respiratórias e irritações gástricas. O cumprimento dos limites estabelecidos é necessário para evitar riscos ao consumidor.
A orientação para quem possuir produtos dos lotes citados é não consumi-los. O consumidor deve entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) das fabricantes para pedir substituição ou reembolso, conforme o Código de Defesa do Consumidor.
A Anvisa reforça a necessidade de vigilância constante sobre a indústria alimentícia. O cumprimento das normas de fabricação é visto como uma garantia para a segurança dos alimentos que chegam à mesa do consumidor brasileiro.
Este é mais um caso de uma série de medidas de fiscalização sanitária. A agência tem publicado regularmente resultados de monitoramento que levam à restrição de produtos com problemas semelhantes, como excesso de aditivos, rotulagem incorreta ou contaminação.
A fiscalização de alimentos no país envolve a coleta de amostras em estabelecimentos comerciais e a análise em laboratórios oficiais. Quando um produto é reprovado, a Anvisa notifica as empresas e determina as medidas cabíveis, que podem incluir recall público.
