A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a interrupção imediata da venda de diversos produtos naturais e o recolhimento de um lote específico de azeite de oliva. A decisão, publicada no Diário Oficial da União, tem como objetivo proteger os consumidores contra fraudes e produtos fabricados sem a licença sanitária obrigatória.

A empresa MZD Comércio de Produtos de Saúde Ltda teve suas atividades suspensas por operar sem a autorização necessária para fabricação. Além da irregularidade documental, a empresa utilizava em seus anúncios alegações de benefícios à saúde que não foram aprovadas pela Anvisa.

A proibição atinge a fabricação, a distribuição e o consumo de itens populares no mercado de produtos naturais. O descumprimento das normas pode resultar em multas e processos administrativos para a empresa responsável.

A lista de produtos irregulares inclui raízes, frutas secas e pós termogênicos que eram comercializados de forma indevida. A Anvisa ressalta que a falta de fiscalização adequada sobre a origem impede a garantia da pureza e segurança desses itens.

Em uma ação separada, o Ministério da Agricultura e Pecuária identificou uma fraude no lote 255001 do azeite de oliva extra virgem da marca Royal. Análises confirmaram que o produto contém uma mistura de outros óleos vegetais não declarados no rótulo.

Essa prática é considerada um crime contra a economia popular e uma fraude alimentar, pois engana o comprador sobre a composição real do produto. A empresa responsável pela importação, T. Globo Importação e Exportação Ltda, foi alvo da ação fiscalizatória após o produto continuar sendo encontrado nas prateleiras mesmo após a ordem de recolhimento.

Alimentos produzidos sem o aval da Anvisa podem conter contaminantes químicos ou biológicos perigosos. Não há certeza sobre as condições de higiene durante o processamento e a embalagem dessas mercadorias.

No caso específico dos óleos adulterados, os riscos à saúde incluem reações alérgicas a ingredientes não informados e a ingestão de gorduras de qualidade inferior. A vigilância sanitária alerta que o consumo desses produtos deve ser interrompido imediatamente.

A orientação para os consumidores que possuírem o lote 255001 da marca Royal ou qualquer produto da empresa MZD é que não os consumam. Eles devem entrar em contato com o local onde foi feita a compra para realizar a troca ou a devolução do valor pago.

A Anvisa recomenda que a população fique atenta às resoluções RE 1.159/2026 e RE 1.160/2026, que tratam do assunto. A consulta regular aos canais oficiais da agência é apontada como a melhor forma de se proteger contra mercadorias adulteradas que não seguem os padrões de qualidade exigidos por lei.

A medida reforça a atuação fiscalizatória no setor de alimentos e suplementos. A presença de produtos irregulares no mercado representa um risco contínuo à saúde pública, exigindo constante monitoramento por parte das autoridades.

A data da publicação da medida no Diário Oficial da União foi 07 de abril de 2026. A notícia foi divulgada inicialmente pelo portal Terra Brasil Notícias, com informações da assessoria de imprensa da Anvisa e do Ministério da Agricultura.

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Cristina Leroy Silva

Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados.