A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu, em 19 de março de 2026, a divulgação de suplementos alimentares que usavam alegações terapêuticas não aprovadas. A decisão também envolveu o recolhimento de um produto com falhas nos estudos de estabilidade.

A medida atingiu o produto PEA 600 – Bio Active – Suplemento Alimentar em Cápsulas, da marca Grancaps – Palmitoiletanolamida, e o suplemento 100 dores. Eles eram vendidos pelas empresas Empreendimentos Pague Menos S/A e Zen Caps Logística LTDA, respectivamente, com promessas de benefícios à saúde não autorizadas.

No Brasil, é proibido divulgar suplementos como se fossem medicamentos. Nenhuma menção a tratamento de doenças ou alívio de dores crônicas é permitida em rótulos ou propaganda.

Além da propaganda irregular, a Anvisa identificou problemas na fabricação do Protein Vegan Foods, da BRN Foods, produzido pela INTL Laboratórios Nutraceuticos LTDA. A fabricante não realizava os estudos de estabilidade necessários para garantir a segurança do produto.

Sem esses testes, não há como garantir que a composição e a qualidade do item se mantenham até o fim do prazo de validade de 24 meses, informado na embalagem. Por isso, a agência determinou o recolhimento de todos os lotes no mercado.

A Resolução (RE) 1.045/2026, publicada no Diário Oficial da União, estabeleceu as punições. As medidas incluem a suspensão total da fabricação, venda, distribuição, divulgação e consumo dos produtos citados.

Para identificar um suplemento alimentar seguro, o consumidor deve evitar produtos que prometam curar doenças ou aliviar condições de saúde. Todo suplemento regularizado deve seguir as normas da Anvisa e ter rótulos claros, sem alegações médicas não permitidas.

É importante verificar se a empresa fabricante tem autorização de funcionamento. A falta de estudos de estabilidade pode comprometer a composição do produto, que pode perder seu efeito ou até apresentar riscos antes da data de vencimento.

A fiscalização da Anvisa tem o objetivo de coibir empresas que não seguem os protocolos básicos de segurança. O cumprimento das Boas Práticas de Fabricação é obrigatório para todas as indústrias do setor que atuam no país.

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Cristina Leroy Silva

Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados.