A Anvisa determinou a suspensão de dez marcas de café após identificar fraudes econômicas e riscos sanitários em inspeções realizadas em 2025. As investigações encontraram desde toxinas fúngicas até fragmentos de vidro misturados ao pó vendido em grandes redes varejistas do país.

As marcas Melissa, Pingo Preto e Oficial foram as primeiras a sofrer sanções por venderem subprodutos vegetais como café legítimo. A Anvisa classificou esses itens como impróprios para consumo humano devido à presença de ocratoxina A, confirmada em análises laboratoriais.

O Café Câmara também entrou na lista de apreensão depois que o Lacen/RJ identificou fragmentos físicos semelhantes a vidro em seus lotes. A agência agiu para evitar que consumidores sofressem lesões internas causadas pela ingestão desses materiais.

A ocratoxina A, encontrada em cafés feitos com restos de lavoura, está ligada ao desenvolvimento de doenças renais crônicas. A substância é considerada um possível cancerígeno humano pela IARC, o que exige vigilância sobre a secagem e o armazenamento dos grãos.

A Anvisa ordenou o recolhimento do Café Câmara também por irregularidades documentais. A Abic confirmou que a empresa usava selos de pureza falsificados. A origem desconhecida do produto impedia a fiscalização de garantir o cumprimento das normas de higiene durante a torra e moagem.

Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, a produção clandestina ignora protocolos de segurança e pode usar lixo da lavoura para baratear custos.

Para verificar se o café comprado é seguro, o consumidor deve checar se a marca tem registro ativo no portal do Governo Federal. Produtos que prometem benefícios como controle de insulina ou colesterol geralmente estão em desacordo com a RDC nº 727/2022 da Anvisa e devem ser evitados.

Quem encontrar as marcas citadas à venda pode denunciar pelo telefone 0800 642 9782. A Anvisa depende desse monitoramento para localizar lotes que ainda não foram recolhidos.

As empresas responsáveis pelas fraudes podem responder criminalmente por danos à saúde pública e falsificação de documentos oficiais. O rigor na aplicação das Resoluções-RE nº 3.689 e 3.690 mostra o compromisso das autoridades em coibir práticas desonestas no mercado de alimentos.

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Cristina Leroy Silva

Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados.