A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão e proibiu a comercialização do Café Torrado e Moído Extraforte e Tradicional da marca Câmara em todo o Brasil. A decisão foi tomada após a identificação de irregularidades que representam riscos à saúde dos consumidores.
A Anvisa suspendeu todos os lotes do café Câmara em 2025, depois de constatar que o produto tinha origem desconhecida e irregularidades relacionadas às empresas citadas na embalagem. A ação sanitária também proibiu a fabricação, distribuição, propaganda, uso e venda do item no país.
O café Câmara passou a ser tratado como produto irregular porque não oferecia garantia adequada de rastreabilidade, conformidade e segurança alimentar. Para a vigilância sanitária, essas falhas comprometem a confiança do consumidor e exigiram a retirada do produto do mercado.
A situação ganhou atenção depois que um laudo do Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels, no Rio de Janeiro, encontrou fragmentos semelhantes a vidro em uma amostra do lote 160229. Esse tipo de corpo estranho representa risco físico ao consumidor.
A fiscalização sanitária da Anvisa atua para impedir que alimentos com suspeita de contaminação, adulteração ou procedência incerta permaneçam disponíveis em supermercados, mercearias e plataformas de venda. No caso do café Câmara, a apreensão dos lotes foi uma medida preventiva.
A Anvisa reforça que produtos irregulares não oferecem garantia de qualidade e segurança. Por isso, alimentos sem procedência clara devem ser evitados, especialmente quando há alerta oficial, recolhimento ou proibição de comercialização.
A agência orienta que produtos suspeitos sejam denunciados pelos canais oficiais, como a Ouvidoria da Agência ou a Central de Atendimento. A denúncia ajuda a fortalecer o monitoramento de mercado e a proteção coletiva contra alimentos inseguros.
