A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), junto com o Ministério da Agricultura, suspendeu a venda e determinou o recolhimento de lotes de leite da marca LBR Lácteos. A decisão foi tomada após análises encontrarem a presença de formol, uma substância tóxica não permitida em alimentos.
A medida visa proteger a saúde pública, já que a ingestão de formol pode causar danos às mucosas do sistema digestivo. A substância pode levar a desconforto gastrointestinal, com risco de desidratação. Crianças e idosos são os mais vulneráveis a efeitos graves.
A adulteração do produto, considerada uma fraude industrial, engana o consumidor e representa um risco à segurança alimentar. A Anvisa exigiu a retirada imediata das unidades dos lotes afetados do mercado.
O consumo de produtos com validade adulterada também traz perigos, pois pode permitir a proliferação de microrganismos causadores de doenças. Algumas toxinas produzidas por bactérias, como as do tipo Staphylococcus aureus, resistem mesmo ao aquecimento do leite.
A exposição constante a agentes tóxicos sobrecarrega órgãos como fígado e rins, que são responsáveis por filtrar impurezas do corpo. Isso pode causar um desgaste progressivo com o tempo.
Os sintomas de problemas gastrointestinais podem aparecer entre 30 minutos e algumas horas depois do consumo do produto adulterado. Médicos recomendam suspender o uso do item suspeito e manter a hidratação.
Os consumidores que compraram os lotes interditados têm direito a reembolso ou troca imediata. Pelo Código de Defesa do Consumidor, para produtos não duráveis como alimentos, o prazo para reclamar é de 30 dias a partir da compra. Em casos de risco à saúde, a solução deve ser imediata.
É importante verificar a embalagem do produto, recusando unidades estufadas, amassadas ou com vazamentos. A recomendação é consultar os alertas no site oficial da Anvisa e verificar o número do lote antes da compra.
Lotes com aspecto suspeito podem ser denunciados aos gerentes dos estabelecimentos ou por canais como o Disque Saúde (136) e o portal da própria Anvisa. A agência reforça a necessidade de atenção à procedência dos alimentos industrializados.
