As novas regras do Bolsa Família para 2026 exigem que os beneficiários cumpram condicionalidades de saúde e educação para manter o pagamento. O primeiro ciclo de acompanhamento obrigatório termina em junho, conforme as diretrizes operacionais do governo federal.
O monitoramento de saúde é direcionado a crianças menores de 7 anos, gestantes e nutrizes cadastradas no sistema. Esses grupos devem comparecer à Unidade Básica de Saúde (UBS) para registrar peso, altura e verificar se o calendário de vacinação está atualizado. Mulheres em idade fértil também precisam manter o acompanhamento nutricional regular. No momento do atendimento, o responsável deve informar ser beneficiário do programa para que o registro seja feito corretamente no sistema do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS).
Em caso de descumprimento, as penalidades são graduais. A primeira falha gera apenas uma advertência por escrito. Se a negligência persistir, o benefício passa por etapas de bloqueio e suspensão temporária antes do cancelamento definitivo, conforme a Portaria MDS nº 1.058/2025.
Se o pagamento for bloqueado, o beneficiário deve procurar a UBS imediatamente para realizar a pesagem, vacinação ou consultas de pré-natal pendentes. Após a regularização na saúde, o próximo passo é visitar o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do município para solicitar o desbloqueio manual dos valores retidos. A frequência escolar mínima também é exigida para evitar novas suspensões.
Em fevereiro de 2026, o programa atendeu cerca de 18,84 milhões de famílias em todos os municípios brasileiros. O investimento mensal ultrapassou R$ 13 bilhões, com valor médio de repasse de R$ 690,01 por núcleo familiar. Os dados são da Secretaria de Comunicação Social (Secom) do Governo Federal.
As famílias podem acompanhar a situação pelos canais digitais oficiais ou nos extratos de pagamento. O sistema emite alertas quando identifica que uma criança ou gestante deixou de cumprir o acompanhamento nutricional obrigatório no semestre anterior. Manter o Cadastro Único atualizado a cada dois anos é a melhor forma de garantir que as comunicações do programa cheguem ao destino correto. Em caso de mudança de endereço ou novos membros na família, o beneficiário deve procurar o posto de atendimento do bairro.
