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Medicina Geriátrica

Saúde do idoso

Cigarro e coração: cada tragada aumenta risco de infarto e AVC

No consultório médico e nas campanhas de saúde pública em todo o Brasil, o alerta é constante: o cigarro afeta o coração e as artérias desde a primeira tragada.

Por suporte2 min de leitura

No consultório médico e nas campanhas de saúde pública em todo o Brasil, o alerta é constante: o cigarro afeta o coração e as artérias desde a primeira tragada. Muito antes de qualquer sintoma aparecer, a fumaça do tabaco já provoca alterações na parede dos vasos sanguíneos, favorece o acúmulo de placas de gordura e aumenta a tendência à formação de coágulos. Esse processo silencioso pode evoluir por anos até se manifestar como um infarto ou um acidente vascular cerebral (AVC).

Na Semana Nacional de Combate ao Fumo, cardiologistas reforçam que poucas atitudes têm impacto tão grande sobre a saúde cardiovascular quanto abandonar o tabagismo. A fumaça do cigarro contém milhares de substâncias químicas que provocam inflamação e lesam o endotélio, a camada que reveste o interior dos vasos sanguíneos. Com essa proteção comprometida, as artérias ficam mais vulneráveis ao colesterol e à aterosclerose.

A nicotina aumenta a frequência cardíaca, eleva a pressão arterial e contrai os vasos. Outras substâncias da fumaça estimulam a coagulação do sangue, facilitando a formação de trombos que podem interromper a circulação para o coração ou o cérebro. Por isso, o tabagismo está associado não apenas ao infarto, mas também ao AVC e à doença arterial periférica.

Não existe quantidade segura de cigarro. Mesmo o consumo leve aumenta a probabilidade de eventos cardiovasculares, pois muitos efeitos sobre os vasos surgem rapidamente e não dependem apenas da quantidade fumada. Os cigarros eletrônicos, cada vez mais usados por adolescentes e adultos jovens, também expõem o organismo à nicotina e a substâncias que provocam lesão vascular, aumento da frequência cardíaca e inflamação. Eles não são uma alternativa segura.

A boa notícia é que os benefícios de parar começam cedo. Nas primeiras semanas, melhora a circulação e diminui a exposição das artérias às toxinas. Com o passar dos meses e anos, o risco de infarto e AVC cai progressivamente. Quanto mais cedo a interrupção acontece, maior o benefício acumulado. Após anos sem fumar, o risco cardiovascular se aproxima ao de quem nunca fumou.

A medicina dispõe de medicamentos eficazes para controlar colesterol, pressão e diabetes, mas nenhuma dessas estratégias compensa os danos do tabagismo contínuo. Parar de fumar segue como uma das intervenções mais eficazes da medicina preventiva, reduzindo o risco de infarto, AVC, insuficiência cardíaca e morte cardiovascular. A cada dia sem fumar, o coração e a circulação são preservados, e a expectativa de vida aumenta.

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