Quem tem diabetes tipo 2 não precisa eliminar o pão ou o cuscuz do café da manhã. A orientação é da nutricionista e educadora em diabetes Tarcila Campos, integrante do Departamento de Nutrição da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD). Segundo ela, o que importa é prestar atenção na quantidade consumida e na forma como os alimentos são combinados.

A especialista explica que o cuscuz de milho costuma levar vantagem sobre muitos pães industrializados por ser um alimento menos processado e preservar nutrientes do milho. No entanto, isso não significa que ele possa ser consumido sem moderação.

O pão francês também pode fazer parte da alimentação de quem tem diabetes. A recomendação é consumir uma unidade de tamanho tradicional, retirar parte do miolo, quando possível, e combiná-lo com proteínas, como ovos, queijo ou frango desfiado. Essa estratégia ajuda a reduzir a velocidade de absorção dos carboidratos e evita picos de glicemia.

No caso do cuscuz, a orientação é iniciar com duas a três colheres de sopa e também acompanhá-lo de uma fonte de proteína, como ovos, queijo ou iogurte. Além disso, especialistas recomendam evitar o excesso de carboidratos na mesma refeição, deixando frutas para outro horário do dia, por exemplo.

A nutricionista destaca que não existe um alimento capaz de controlar ou descontrolar sozinho a glicemia. O impacto depende da porção consumida, da combinação dos alimentos e das características individuais de cada organismo. Por isso, sempre que possível, o acompanhamento da glicemia com glicosímetro ou sensor pode ajudar a identificar como cada pessoa reage ao pão, ao cuscuz e a outros alimentos.

Para os especialistas, o objetivo não é excluir alimentos tradicionais da dieta, mas adaptar a alimentação de forma equilibrada, respeitando os hábitos de cada pessoa e favorecendo um melhor controle da diabetes. A orientação vale tanto para quem já tem o diagnóstico quanto para quem busca prevenir a doença, sempre com acompanhamento profissional.

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Cristina Leroy Silva

Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados.

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