Diadema ocupa a 27ª posição entre 418 cidades brasileiras com mais de 80 mil habitantes, segundo o levantamento intitulado Acesso à Saúde, parte do Ranking de Competitividade dos Municípios 2025. Esse estudo foi elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) e avalia a eficácia dos serviços de saúde nas cidades.

O ranking leva em conta quatro critérios principais: a cobertura da Atenção Primária à Saúde (APS), a saúde complementar, a vacinação e o atendimento pré-natal. Para isso, são utilizados dados públicos do Ministério da Saúde, bem como informações de outros órgãos, como a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e o DataSUS.

O secretário de Saúde de Diadema, Antônio Carlos do Nascimento, ressaltou a importância da APS para o acesso à saúde. O município alcançou uma cobertura de 84,5% nesse setor. Ele explicou que a atenção primária é fundamental, funcionando como a porta de entrada para o Sistema Único de Saúde (SUS), direcionando os pacientes para especialidades e, se necessário, para hospitais.

Nascimento também destacou a estratégia Saúde da Família (ESF) como essencial para melhorar o acesso à saúde. Em Diadema, todas as equipes de saúde são compostas por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e agentes comunitários, garantindo que todas as famílias da cidade recebam atendimento.

Atualmente, Diadema tem 95 equipes de Saúde da Família, e o secretário planeja criar mais 12 equipes até o primeiro semestre de 2026, com o objetivo de expandir a cobertura e melhorar a frequência dos atendimentos nas residências.

Outra novidade na rede pública de saúde é a implementação do sistema Fast Track na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Centro de Diadema. Essa estratégia visa proporcionar um atendimento mais ágil para casos leves e de baixa complexidade. A UPA foi reformulada para permitir um fluxo de atendimento mais eficiente, reduzindo o tempo de espera e liberando os recursos da unidade para atendimentos mais graves.

Após a retirada de senha, os pacientes passam por uma triagem conhecida como Classificação de Risco. Nesse processo, os sintomas são avaliados e classificados com um código de cores, seguindo o protocolo de Manchester: vermelho para emergência, amarelo para casos urgentes e verde e azul para situações consideradas simples. A expectativa é que esse sistema seja ampliado para todos os serviços de urgência e emergência da cidade, funcionando 24 horas por dia, tanto nas UPAs quanto no Hospital Municipal.

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Juliana Borges

Nutricionista em Goiânia e no online, ex-atleta de fisiculturismo e bicampeã brasileira Wellness (2018/2019). Colunista de saúde no PlanoMedicoSaude.