Nos últimos anos, o diálogo sobre sexualidade tem se tornado mais aberto na sociedade. No entanto, especialistas afirmam que o preconceito ainda persiste, especialmente quando se trata da saúde masculina. A médica Carmita Abdo destaca que, apesar do avanço nas conversas sobre sexualidade e saúde, os homens ainda enfrentam dificuldades em procurar atendimento médico.

Um exemplo claro disso é a rotina de cuidados com a saúde. Enquanto as mulheres costumam visitar regularmente ginecologistas, muitos homens não seguem um padrão semelhante. Ao final do atendimento pediátrico, os meninos muitas vezes não têm orientação sobre qual profissional procurar para cuidar de sua saúde na adolescência e na fase adulta. Isso resulta em uma série de problemas de saúde que podem se agravar ao longo dos anos.

A especialista Bia Lessa observa que, no passado, as mulheres frequentemente precisavam “ensinar os homens” a se cuidarem e a buscarem informações sobre saúde. Hoje, o cenário parece ter mudado um pouco, com o aumento da disponibilidade de informações, embora ainda haja um caminho a percorrer. A abordagem dos homens em relação à saúde ainda pode ser vista como um desafio a ser superado na sociedade atual.

Essas reflexões sublinham a importância de promover a saúde masculina e desmistificar a busca por cuidados médicos, especialmente em um momento em que o conhecimento sobre saúde é mais acessível do que nunca. É fundamental que atividades educativas e campanhas de conscientização continuem a estimular os homens a cuidarem de sua saúde de forma proativa.

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Juliana Borges

Nutricionista em Goiânia e no online, ex-atleta de fisiculturismo e bicampeã brasileira Wellness (2018/2019). Colunista de saúde no PlanoMedicoSaude.