O Ministério da Saúde francês confirmou o primeiro caso de ebola no país. O paciente é um médico que voltou de uma missão humanitária na República Democrática do Congo, onde há um surto ativo da doença.
O governo da França confirmou o caso nesta quarta-feira (24/6). O profissional foi isolado imediatamente após chegar ao país e encaminhado a uma unidade especializada. Segundo as autoridades, ele permanece em condição estável.
O atendimento seguiu protocolos internacionais de biossegurança. A prioridade foi impedir o contato do paciente com outras pessoas desde a chegada ao território francês.
Uma investigação epidemiológica foi iniciada para mapear todas as pessoas que tiveram contato com o médico. Os contatos identificados terão que cumprir 21 dias de isolamento domiciliar, período máximo de incubação da doença.
O surto na República Democrática do Congo está ligado à variante Bundibugyo, uma cepa rara do vírus. Ainda não existe vacina aprovada para essa variante. O país registra cerca de 1.003 casos confirmados e 254 mortes, principalmente nas províncias de Kivu do Norte, Kivu do Sul e Ituri.
O ebola é uma doença viral grave descoberta em 1976. A transmissão ocorre por contato direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infectados. Também pode ocorrer por exposição a superfícies contaminadas ou contato com cadáveres infectados.
Além da República Democrática do Congo, a Uganda também registrou casos da doença, com 20 infecções e duas mortes ligadas ao mesmo surto regional. A Organização Mundial da Saúde trata o cenário como emergência de saúde pública internacional. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, afirmou que a violência armada e a desconfiança da população dificultam o rastreamento de contatos e aumentam o risco de disseminação.
