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Governo confirma Imposto do Pecado em 2027

O governo anunciou que o chamado imposto do pecado começará a ser aplicado a partir de 2027 . A medida faz parte da reforma tributária aprovada pelo Congresso N

Por Cristina Leroy Silva3 min de leitura

O governo anunciou que o chamado imposto do pecado começará a ser aplicado a partir de 2027. A medida faz parte da reforma tributária aprovada pelo Congresso Nacional e pretende aumentar a tributação de produtos considerados prejudiciais à saúde e ao meio ambiente.

O objetivo é reduzir o consumo desses itens e compensar custos gerados ao setor público. O Imposto Seletivo (IS) será uma cobrança adicional aplicada sobre determinados produtos e atividades.

Segundo o Ministério da Fazenda, a medida tem caráter regulatório e busca desestimular o consumo. Para entrar em vigor, o Congresso ainda precisa aprovar a regulamentação específica, que deve ser enviada pelo governo até o fim deste ano.

A reforma tributária definiu os setores que estarão sujeitos ao novo imposto. Entre os principais itens incluídos estão bebidas alcoólicas, refrigerantes e cigarros.

O governo argumenta que esses produtos geram custos elevados para o sistema público de saúde e para a economia brasileira. A intenção é equilibrar parte dessas despesas por meio da tributação.

Levantamento citado pelo Ministério da Saúde aponta que o consumo de álcool gerou custo de R$ 18,8 bilhões em 2019. As doenças relacionadas ao tabagismo representam impacto anual de R$ 153,5 bilhões, enquanto bebidas ultraprocessadas geram quase R$ 3 bilhões em gastos ao SUS todos os anos.

No caso das bebidas alcoólicas, a legislação já prevê um modelo de tributação que combinará duas formas de cobrança. A primeira será uma alíquota fixa em reais, calculada de acordo com a graduação alcoólica da bebida. A segunda será uma alíquota percentual sobre o preço do produto, variando conforme a categoria da bebida comercializada.

As alíquotas do Imposto Seletivo ainda não foram divulgadas pelo governo federal. O Ministério da Fazenda informou que o projeto segue em elaboração técnica e depende de definições finais antes de ser apresentado ao Congresso.

Somente após a definição dos percentuais será possível calcular os impactos econômicos para consumidores e empresas. A regulamentação precisa ser aprovada até o fim de 2026 para permitir a implementação da cobrança em 2027.

Representantes da indústria de bebidas afirmam que a carga tributária do setor já é elevada no Brasil. Em alguns casos, os tributos representam entre 40% e mais de 80% do preço final pago pelo consumidor.

Empresas avaliam que um aumento adicional dos impostos pode pressionar margens de lucro, elevar preços ao consumidor e incentivar o crescimento do mercado ilegal. O debate sobre as alíquotas deverá ser um dos principais pontos da regulamentação que será discutida nos próximos meses.

Sobre quem escreveu

Cristina Leroy Silva

Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados.

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