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Medicina Geriátrica

Saúde do idoso

José Loreto tem diabetes? Entenda sensor no braço

No Rio de Janeiro , o ator José Loreto chamou a atenção do público ao aparecer com um pequeno sensor circular no braço durante as cenas da novela Quem Ama Cuida

Por suporte2 min de leitura

No Rio de Janeiro, o ator José Loreto chamou a atenção do público ao aparecer com um pequeno sensor circular no braço durante as cenas da novela Quem Ama Cuida, exibida pela TV Globo. O dispositivo, que ficou visível nas gravações, é um sensor de glicose do tipo flash, usado para monitorar os níveis da substância de forma contínua, sem a necessidade das tradicionais picadas no dedo.

O ator, que vive o guarda-costas Iuri na trama, já havia revelado que convive com o diabetes tipo 1 desde a adolescência. Em entrevistas anteriores, ele reforçou a importância de conscientizar os jovens sobre a possibilidade de conviver com a doença e de buscar o diagnóstico precocemente.

Funcionamento do sensor

O sensor flash é aplicado no braço com uma pequena agulha de inserção, que é removida em seguida. O que permanece no local é um filamento flexível, que não exige novos furos enquanto durar a vida útil do aparelho, de até duas semanas. A tecnologia é à prova d’água e não deve ser retirada durante o período de uso.

As medições podem ser consultadas por meio de um leitor específico ou por celulares com tecnologia NFC, a mesma usada em pagamentos por aproximação. Em alguns modelos, além do resultado em tempo real, é possível gerar relatórios detalhados sobre as flutuações da glicose registradas ao longo dos dias. Nas farmácias, o dispositivo custa cerca de R$ 300, e há projetos para sua futura disponibilização no Sistema Único de Saúde (SUS), ainda sem prazo definido.

Picada no dedo ainda é necessária

A medição feita pelo sensor é considerada precisa e confiável, mas funciona de forma diferente da picada no dedo. Enquanto o exame tradicional mede a glicose na corrente sanguínea, o sensor avalia o líquido intersticial, o fluido que envolve as células dos tecidos. Essa diferença pode gerar um atraso de até 10 minutos na percepção das alterações da glicemia, o que pode confundir quem está acostumado ao método convencional.

Na maioria das situações, essa diferença é pouco relevante e não exige uma nova medição por outro método. No entanto, a picada no dedo continua sendo recomendada em momentos em que a pessoa deseja identificar rapidamente uma mudança anormal, como imediatamente após uma refeição, por exemplo. A leitura via sensor segue como uma alternativa prática para o acompanhamento diário, mas não substitui completamente o exame tradicional em situações específicas.

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