A nova lei que permite a instalação de farmácias dentro de supermercados já está em vigor no Brasil. As regras específicas para o funcionamento desses espaços foram divulgadas, com foco na segurança na venda de medicamentos.

A legislação autoriza que supermercados tenham farmácias ou drogarias em seu interior. No entanto, é necessário um espaço físico separado, exclusivo e adequado às normas sanitárias. Com isso, medicamentos não poderão ser vendidos nas prateleiras comuns dos mercados.

Na prática, o modelo funciona como uma farmácia regular dentro do estabelecimento comercial. Ela opera de forma independente e precisa seguir todas as regras da vigilância sanitária e da legislação farmacêutica vigente no país.

Para garantir a segurança, a lei estabelece critérios obrigatórios. Um deles é a presença de um farmacêutico habilitado durante todo o horário de funcionamento. Esse profissional deve garantir orientação adequada ao público e o cumprimento das normas.

A legislação também define regras específicas para a venda de medicamentos sujeitos a controle especial. Para esses produtos, a liberação deve ocorrer após o pagamento. Outra opção é que o produto seja transportado até o caixa em uma embalagem lacrada, inviolável e identificável, para evitar manipulação indevida.

A lei também abre espaço para a atuação digital das farmácias. É permitida a comercialização por meio de plataformas online, desde que todas as exigências sanitárias sejam cumpridas. Isso permite que os estabelecimentos integrem canais digitais às suas operações.

A autorização tende a aumentar a comodidade dos consumidores, que poderão resolver diferentes necessidades em um único local. A medida pode gerar maior concorrência no setor farmacêutico, o que pode influenciar na oferta de preços e ampliar o acesso a medicamentos.

O sucesso do modelo, porém, depende diretamente do cumprimento das regras estabelecidas. É necessário garantir que a expansão não comprometa a qualidade, a segurança e a fiscalização das atividades farmacêuticas no país. A nova legislação foi publicada no diário oficial e as regras já estão valendo para novos estabelecimentos que queiram adotar o modelo.

A instalação de farmácias em supermercados segue uma tendência observada em outros países, onde a conveniência é um fator importante para os consumidores. A Anvisa, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, será o órgão responsável pela fiscalização do cumprimento das normas técnicas e sanitárias nos novos estabelecimentos. A expectativa é que a mudança facilite o acesso a produtos farmacêuticos, especialmente em cidades menores ou bairros com menor oferta de serviços de saúde.

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Cristina Leroy Silva

Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados.