Uma nova lei em vigor desde abril de 2026 estabelece direitos inéditos para pacientes do SUS e da rede privada de saúde. O Estatuto dos Direitos do Paciente, instituído pela Lei nº 15.378/2026, formaliza garantias que buscam equilibrar a relação entre instituições de saúde e usuários.

A norma proíbe qualquer forma de discriminação no acesso à saúde por motivos de raça, condição financeira, religião ou origem do paciente. Além disso, reforça o direito à transparência total: o paciente deve receber informações claras e em linguagem compreensível sobre diagnósticos, tratamentos e possíveis efeitos colaterais de medicamentos.

Entre os avanços, o estatuto assegura a presença de acompanhante em consultas e internações, exceto em casos onde a privacidade ou segurança exijam restrições. A medida visa oferecer suporte emocional e segurança ao paciente durante procedimentos complexos.

A proteção de dados é outro pilar da legislação. Unidades de saúde públicas e privadas são legalmente responsáveis por manter a confidencialidade das informações dos pacientes, seguindo padrões internacionais de segurança. O objetivo é impedir o uso indevido do histórico de saúde do cidadão.

O estatuto também transforma em dever legal a democratização do conhecimento técnico. Quando o paciente entende seu diagnóstico e os riscos de um tratamento, ele se torna um participante ativo na própria recuperação, fortalecendo a confiança entre quem recebe e quem presta o serviço de saúde.

Embora a lei estabeleça deveres para os pacientes, como manter comunicação transparente com a equipe médica e seguir orientações terapêuticas, a ideia de que a população precisa de uma adaptação complexa é um equívoco. O que a norma faz é consolidar comportamentos que já deveriam ser a base do atendimento de excelência no setor.

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Cristina Leroy Silva

Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados.