Saúde do idoso
Ozyvi, a caneta de semaglutida mais barata que Ozempic
No Brasil, mais especificamente na fábrica de peptídeos da EMS em Hortolândia (SP) , foi desenvolvida a primeira caneta de semaglutida sintética do país, batiza
No Brasil, mais especificamente na fábrica de peptídeos da EMS em Hortolândia (SP), foi desenvolvida a primeira caneta de semaglutida sintética do país, batizada de Ozivy. O medicamento foi lançado pela farmacêutica e já registrou a venda de 200 mil unidades em julho, conforme balanço da empresa, no primeiro mês completo de comercialização nas farmácias.
O produto é um análogo sintético da semaglutida, molécula originalmente biológica produzida pela Novo Nordisk. Com a expiração da patente em março deste ano, outros laboratórios puderam desenvolver versões próprias. No caso do Ozivy, a produção não utiliza células vivas, mas sim síntese química, o que o classifica como um medicamento novo, e não como um genérico ou similar do Ozempic.
A indicação em bula é exclusiva para o tratamento de adultos com diabetes tipo 2 que não estejam adequadamente controlados. A molécula atua estimulando o pâncreas a secretar insulina, retardando o esvaziamento do estômago e agindo no sistema nervoso para regular a saciedade. O uso apenas para emagrecimento é considerado off-label, podendo ser prescrito a critério do médico.
A caneta é pré-preenchida, de uso semanal, aplicada por via subcutânea no abdômen, coxa ou braço. O tratamento começa com dose baixa e aumenta gradualmente conforme avaliação médica. Entre os efeitos colaterais mais comuns estão náuseas, alterações no ritmo intestinal, vômitos, dores estomacais, azia, queimação e sonolência. Em casos de problemas maiores, a orientação é procurar um médico.
O preço inicial do Ozivy nas farmácias é de R$ 452 por caneta, enquanto o Ozempic custa cerca de R$ 975 na apresentação de 0,25/0,5 mg. A EMS oferece programas de desconto, como o Vida + Leve, em que três canetas de Ozivy 1 mg saem por R$ 999, o equivalente a R$ 333 por unidade.
A fábrica da EMS em Hortolândia foi inaugurada em agosto de 2024, com investimento de R$ 70 milhões na estrutura, projetada para produzir semaglutida e liraglutida em escala industrial. A farmacêutica afirma ter investido mais de R$ 1,2 bilhão em ciência, desenvolvimento tecnológico e infraestrutura ao longo de uma década para estruturar a plataforma de produção de peptídeos.