A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou um reajuste máximo de 5,11% para os planos de saúde individuais e familiares em 2026. O aumento valerá para cerca de 7,7 milhões de brasileiros e será aplicado no mês de aniversário de cada contrato.

Segundo a ANS, o índice de 5,11% é o menor já registrado desde a adoção da metodologia atual, iniciada em 2019. A única exceção ocorreu em 2021, quando houve reajuste negativo por causa da pandemia da Covid-19.

O percentual autorizado leva em conta fatores como inflação médica, aumento do uso dos serviços e custos das operadoras. A decisão ainda será publicada oficialmente no Diário Oficial da União (DOU).

O reajuste vale exclusivamente para contratos individuais e familiares assinados a partir de janeiro de 1999 ou adaptados à Lei nº 9.656/1998. Planos coletivos empresariais e por adesão seguem regras diferentes.

A cobrança só poderá ocorrer no mês de aniversário do contrato. Em contratos com aniversário em maio ou junho, o novo valor poderá aparecer apenas nas faturas de julho ou agosto, inclusive com cobrança retroativa.

A metodologia usada pela agência considera dois indicadores principais que ajudam a definir o teto anual aplicado aos consumidores. O cálculo busca evitar repasses considerados excessivos pelas operadoras.

Dados divulgados pela ANS apontam que as despesas assistenciais por beneficiário cresceram 8,32% em 2025 na comparação com o ano anterior. O avanço foi impulsionado pelo aumento dos preços de serviços e equipamentos médicos.

A agência também destacou o crescimento da utilização dos planos e as mudanças no perfil etário dos usuários. O envelhecimento da população costuma elevar a demanda por consultas, exames e procedimentos médicos.

A ANS explicou que o reajuste dos planos de saúde funciona de forma diferente da inflação tradicional. Enquanto índices inflacionários medem apenas a alta dos preços, os planos também consideram o volume de utilização dos serviços.

Isso significa que o cálculo avalia não apenas quanto hospitais e clínicas cobraram, mas também quantas consultas, exames e tratamentos foram realizados pelos beneficiários ao longo do período analisado.

A recomendação da ANS é que os consumidores verifiquem atentamente as próximas faturas para confirmar se as operadoras respeitaram o teto máximo autorizado de 5,11% nos contratos individuais e familiares.

O diretor-presidente da agência, Wadih Damous, afirmou que o reajuste busca equilibrar a sustentabilidade financeira das operadoras com a capacidade de pagamento das famílias brasileiras que dependem dos planos de saúde.

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Cristina Leroy Silva

Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados.