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Medicina Geriátrica

Saúde do idoso

Sarampo: cidades com piores vacinais do Brasil

Em Serra Azul (SP) , município com 13.108 habitantes, foi registrado o menor índice de cobertura vacinal contra o sarampo do país no primeiro semestre de 2026.

Por suporte3 min de leitura

Em Serra Azul (SP), município com 13.108 habitantes, foi registrado o menor índice de cobertura vacinal contra o sarampo do país no primeiro semestre de 2026. Na cidade, apenas 7% da população-alvo, composta por crianças de 12 meses, recebeu a primeira dose da vacina tríplice viral. O levantamento da plataforma ImpulsoGov, obtido com exclusividade por VEJA SAÚDE, indica que somente três doses foram aplicadas, enquanto a meta seria vacinar ao menos 45 crianças.

No recorte que considera apenas cidades com mais de 100 mil habitantes, Ribeirão Preto (SP) aparece com a pior cobertura. O município registrou 1.377 doses aplicadas, o equivalente a 37% do público-alvo, quando o esperado seria imunizar 3.711 crianças. Em seguida, aparecem Sertãozinho (SP), com 46%, e Simões Filho (BA), com 53%. Os percentuais estão muito abaixo da meta de 95% estipulada pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI).

O ranking geral das menores coberturas para a primeira dose inclui Capela de Santana (RS) e Portão (RS), ambos com 10%, seguidos por Artur Nogueira (SP), com 12%, e Balneário Barra do Sul (SC), com 14%. Os estados com mais municípios na lista são Rio Grande do Sul, com seis, Minas Gerais e Goiás, com quatro cada, e São Paulo, com três. As taxas variam de 7% a 29% na primeira aplicação.

A situação se agrava na segunda dose da tríplice viral, recomendada aos 15 meses. Em Capela de Santana (RS), a cobertura cai de 10% para apenas 1%, com uma única dose registrada, quando a meta seria vacinar pelo menos 72 crianças. No ranking nacional da segunda dose, os percentuais variam de 1% a 18%. Entre os municípios maiores, Ribeirão Preto (SP) lidera com 31%, seguido por Franca (SP), com 38%, e Breves (PA) e Belford Roxo (RJ), ambos com 39%.

De acordo com Juliana Ramalho, gerente de Saúde Pública da ImpulsoGov, o esquema vacinal incompleto é uma das principais preocupações. Ela afirmou que, após os 12 meses, as crianças passam a frequentar menos os serviços de saúde, o que pode levar os pais a adiar as doses, aumentando o risco de a doença voltar a circular. O levantamento considera o município de residência da criança, independentemente de onde a vacina foi aplicada, e tem como base o painel de coberturas do Ministério da Saúde.

Especialistas fazem ressalvas sobre os dados administrativos, que podem sofrer influência de fatores como notificação e compatibilidade entre sistemas. Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), explicou que os números não necessariamente representam o que está acontecendo de fato e que é preciso cautela na análise. A cobertura vacinal é calculada sobre a população-alvo, ou seja, o número estimado de crianças que deveriam receber a vacina, e não sobre a população total da cidade.

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