Em janeiro, o SescTV apresenta uma programação especial chamada “Especial Saúde”, com a exibição de três documentários inéditos que exploram diferentes aspectos da saúde pública no país. A série traz depoimentos de profissionais da área e de pacientes, abordando questões sociais, políticas e históricas relacionadas à saúde no Brasil.
Um dos destaques é o documentário Medicina: uma escola para menina, que será lançado no dia 9 de janeiro. Neste filme, dirigido por Renata Lago Philippi, sete médicas cariocas, que se formaram entre 1930 e 1990, compartilham suas vivências e os preconceitos de gênero que enfrentaram, desde o ingresso na faculdade de medicina até o dia a dia da profissão. Essa produção é relevante, especialmente considerando que, em 2025, as mulheres passaram a ser a maioria entre os médicos no país, segundo a pesquisa Demografia Médica no Brasil.
Outra produção importante é Saúde tem cura, que estreia em 16 de janeiro e é um dos últimos trabalhos do diretor Silvio Tendler, que faleceu em 2025. Este documentário examina a realidade de pacientes internados em hospitais públicos durante a pandemia de Covid-19, ressaltando a importância do Sistema Único de Saúde (SUS). Dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019 mostram que cerca de 70% da população depende exclusivamente do atendimento público. O filme aborda a criação do SUS, prevista na Constituição de 1988, e como ele opera atualmente em todo o Brasil.
Por fim, o documentário Paulo e Eliana, que será exibido em 23 de janeiro, traz a história de Paulo Henrique Machado e Eliana Zagui, que enfrentaram um surto de poliomielite na década de 1980 e passaram treze anos dividindo um quarto na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital das Clínicas. O filme destaca suas vidas fora do hospital, revelando como trabalharam como artistas e escritores.
Os documentários podem ser assistidos no portal sesctv.org.br/noar e também no aplicativo e plataforma sesc.digital.
