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Medicina Geriátrica

Saúde do idoso

SUS faz 1ª telecirurgia robótica oncológica a 2.700 km

O Sistema Único de Saúde (SUS) realizou, nesta terça-feira (30), a primeira telecirurgia robótica oncológica de longa distância em um hospital filantrópico no B

Por Cristina Leroy Silva2 min de leitura
SUS faz 1ª telecirurgia robótica oncológica a 2.700 km
SUS faz 1ª telecirurgia robótica oncológica a 2.700 km

O Sistema Único de Saúde (SUS) realizou, nesta terça-feira (30), a primeira telecirurgia robótica oncológica de longa distância em um hospital filantrópico no Brasil. O procedimento foi feito em um paciente com câncer de reto.

A cirurgia conectou unidades do Hospital de Amor em Porto Velho (RO) e Barretos (SP). A equipe médica operou o paciente a cerca de 2.700 quilômetros de distância. Em Porto Velho, a equipe presencial deu suporte direto ao paciente. Em Barretos, especialistas comandaram remotamente os instrumentos robóticos e acompanharam todo o procedimento.

Para garantir a segurança da operação, foi criado um protocolo de conectividade específico. O sistema foi desenvolvido pelos ministérios das Comunicações e da Saúde, em parceria com o Hospital de Amor. A estrutura contou com duas conexões independentes de fibra óptica, redundância em rede 5G e uma infraestrutura dedicada via VPN.

Um dos requisitos técnicos foi manter a latência abaixo de 100 milissegundos. Esse é o intervalo entre o comando do cirurgião remoto e a resposta do robô no centro cirúrgico, considerado necessário para esse tipo de intervenção.

O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, acompanhou o procedimento em Barretos. Ele destacou o potencial da tecnologia para ampliar o acesso a tratamentos de alta complexidade em regiões distantes dos grandes centros.

Segundo o Ministério das Comunicações, a iniciativa mostra como a expansão da infraestrutura digital pode reduzir desigualdades regionais. A ideia é permitir que pacientes do SUS tenham acesso a procedimentos especializados mesmo em locais afastados.

O diretor de Inovação do Hospital de Amor, Luis Gustavo Romagnolo, afirmou que o avanço representa um passo importante para ampliar o acesso da população a cirurgias de alta complexidade pelo sistema público de saúde.

O Hospital de Amor, totalmente vinculado ao SUS, realizou em 2025 mais de 2 milhões de atendimentos. Foram incluídas consultas, exames e procedimentos, beneficiando mais de 613 mil pacientes em 2.711 municípios brasileiros.

Sobre quem escreveu

Cristina Leroy Silva

Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados.

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