Saúde do idoso
Slow jogging: benefícios da corrida leve
No Japão , mais especificamente na Universidade de Fukuoka, foi desenvolvida a técnica do slow jogging, uma modalidade de corrida de baixa intensidade que prior
No Japão, mais especificamente na Universidade de Fukuoka, foi desenvolvida a técnica do slow jogging, uma modalidade de corrida de baixa intensidade que prioriza o conforto e o prazer do praticante. O método, também chamado de “niko niko”, consiste em um trote em ritmo suave, que o corpo consegue manter sem acumular fadiga rapidamente. O conceito vem sendo trabalhado desde a década de 1970 pelo professor Hiroaki Tanaka, e nos parques das cidades japonesas é comum ver pessoas de todas as idades praticando a atividade.
Na prática, a principal diferença entre o slow jogging e uma caminhada normal está no gasto energético, já que correr consome aproximadamente o dobro de energia do que caminhar a mesma distância, mesmo em velocidade igual. O ritmo “niko niko”, que significa “sorriso” em japonês, costuma ficar entre 3 e 5 km/h, uma velocidade que permite conversar durante o exercício sem ficar ofegante. Para iniciar, a orientação é manter a postura ereta, dar passos curtos e rápidos e aterrissar com o mediopé, sem apontar os dedos nem apoiar primeiro o calcanhar, favorecendo uma forma mais natural de amortecer o movimento.
Os benefícios da prática regular de slow jogging incluem a redução do estresse, já que o exercício exige menos esforço físico e não impõe grande cobrança por desempenho. A modalidade também contribui para a saúde cardiovascular, podendo melhorar a pressão arterial e os níveis de colesterol HDL, o que ajuda a reduzir fatores de risco associados a doenças do coração. Além disso, o método auxilia na prevenção da atrofia muscular relacionada à idade, pois exige mais de grandes grupos musculares como quadríceps, glúteos e abdominais, que são menos ativados em caminhadas em terrenos planos.
De maneira geral, o slow jogging proporciona melhora na capacidade aeróbica, com aumento do VO₂ máximo e melhora da função mitocondrial, tornando mais eficiente a entrega de oxigênio aos músculos e aumentando a resistência à fadiga. A técnica, que nasceu no Japão, se espalhou por diversos países como uma alternativa acessível para quem busca os benefícios da corrida sem o desgaste de treinos intensos, mantendo o foco no bem-estar e no ritmo natural do corpo.