Saúde do idoso
Anvisa aprova 1º genérico de semaglutida; veja preço
Em Brasília , a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, na segunda-feira, 17 de agosto de 2026 , o registro do primeiro medicamento genérico
Em Brasília, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, na segunda-feira, 17 de agosto de 2026, o registro do primeiro medicamento genérico à base de semaglutida do país. O produto será fabricado pela farmacêutica EMS e terá como referência o medicamento Ozivy, também produzido pela mesma empresa, conforme comunicado do laboratório.
De acordo com as regras para genéricos, o remédio não terá nome comercial e será vendido apenas pela denominação do princípio ativo. A medicação apresenta a mesma concentração, forma farmacêutica, via de administração e indicação terapêutica do produto de referência. Na mesma resolução publicada no Diário Oficial da União, a Anvisa também autorizou o registro de um medicamento similar ao Ozivy, fabricado pela Germed, que pertence ao mesmo grupo da EMS, e que será comercializado como Semaclique.
A legislação brasileira determina que genéricos tenham preço pelo menos 35% inferior ao do medicamento de referência. A entrada de novos concorrentes também pode pressionar os valores dos produtos da mesma classe para baixo, embora não garanta ofertas menores de imediato.
O Ozivy, lançado neste ano, é a primeira versão nacional de uma caneta emagrecedora com semaglutida, o princípio ativo do Ozempic. Ele foi registrado como medicamento novo, pois o Ozempic é biológico, produzido com sistemas vivos, enquanto a semaglutida do Ozivy é obtida por síntese química. Essa diferença impede que o Ozivy seja classificado como genérico do Ozempic. No entanto, por ser sintético, o Ozivy pode servir de referência para versões genéricas, desde que atendam às exigências da Anvisa.
No mercado, o Ozivy é encontrado a partir de R$ 390 a R$ 553 na apresentação mínima de 0,25 mg/0,5 mg, e entre R$ 618 e R$ 1.100 para a versão de 1 mg. O programa de descontos Vida + Leve, da fabricante, pode reduzir esses valores em promoções e combos. Com a chegada dos genéricos, a expectativa é de queda adicional nos preços, pois a regra brasileira fixa o preço máximo do genérico em pelo menos 35% abaixo do referência. Na prática, segundo o Conselho Federal de Farmácia, essa diferença costuma chegar a 67%.
Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) indicam que, com a entrada do primeiro genérico no mercado brasileiro, a redução média nos preços mínimos de um ingrediente farmacêutico ativo é de 20,8%. A partir do terceiro produto genérico, a economia pode atingir 55,2%. O Semaclique, similar ao Ozivy, se diferencia do genérico pela nomenclatura e forma de comercialização, podendo ser vendido com marca própria, mas precisa cumprir os mesmos requisitos de qualidade, segurança e eficácia estabelecidos pela Anvisa.